De acordo com os evangelhos de Lucas e Mateus, logo após o evento da transfiguração, Jesus foi abordado por um homem que suplicava pela libertação de seu filho. Segundo o homem, seu filho era oprimido por um espírito maligno e por isso ele procurava um meio de libertar o jovem. Durante seu pedido ele explicou para Jesus que recorreu aos discípulos para que eles o ajudassem, mas devido o insucesso deles achou que o único meio possível seria Jesus. Ciente de todo o ocorrido, Jesus como um bom mestre adverte seus seguidores que a falta de fé foi o que determinou o fracasso deles, pois se eles cressem o espírito não teria permanecido no jovem.

Decorrido esses fatos, Jesus se propõe a ir até Jerusalém acompanhado de seus discípulos e para isso era necessário passar por parte da região de Samaria. Devido ao horário e a distância do trajeto, o plano era pernoitar em alguma hospedaria e logo pela manhã do outro dia continuar a jornada rumo ao seu destino. No entanto, as diferenças entre esses dois povos acabaram sendo determinantes para arruinar o plano inicial, pois os samaritanos se sentiam vítimas da indiferença e rejeição por parte dos judeus durante alguns séculos, e em razão dessa desavença os habitantes locais se negaram a acolher aquele grupo de judeus. Decorrido todo esse e evento, o grupo de discípulos que estava a frente da organização da viagem, ao noticiarem à Jesus a posição dos donos da estalagem fizeram a seguinte proposta: “o Senhor quer que nós oremos para que Deus faça descer fogo dos céus sobre eles e os consuma, como fez Elias?”.

Jesus porém, voltando-se, repreendeu-os, e disse: “Vós não sabeis de que espírito sois. Pois o Filho do Homem não veio para destruir as vidas dos homens, mas para salvá-las. E foram para outra aldeia.” Lucas 9:55-56

Foi com essa resposta que Jesus barrou o impetuoso espírito vingativo dos discípulos que o abordaram, pois diagnosticou neles a incompreensão que eles tinham sobre a natureza amorosa do Espírito de Cristo.

Se fizermos um paralelo entre esses acontecimentos, podemos perceber a diferença na postura dos discípulos diante das duas situações. Em um primeiro momento eles não tiveram fé nem disposição para persistir na libertação de uma vítima da opressão demoníaca. Entretanto, em um momento posterior, os discípulos voluntariamente se disponibilizam para orar à Deus e clamar pela destruição daqueles homens que foram contrários aos seus intentos.

Parecia que a falta de fé não era mais um problema, no entanto, a motivação daqueles discípulos não se alinhava com os ensinamentos de Jesus. Agora eles estavam dispostos a orar e reivindicar a punição condizente com o que eles entendiam ser justo.

Diante de toda essa relatividade de princípios produzida por uma visão míope em contraste com a advertência de Cristo, podemos fazer  algumas reflexões a respeito da forma que exercemos e manifestamos nossa fé.

Será que ela só desabrocha quando somos motivados a agir em prol do nosso próprio interesse? Temos manifestado em nossas ações o Espírito que nós pertencemos? Quando sofremos alguma negação, temos tido a postura de tolerância e perdão tão inerente à pessoa de Cristo?

É certo que em Jesus, somos convidados a visitar nossa consciência rotineiramente e nessa ação contínua vamos compreendendo que o amor que Deus manifesta através de nossas vidas é sempre incondicional.

Deixemos que o Senhor nos molde de acordo com sua maravilhosa vontade para que possamos apresentar ao mundo o Espírito que pertencemos, expressando o poder do amor de Deus através de nossas vidas.

Que o Espírito Santo atue em nossas vidas para que nós possamos atuar na vida de outros.

“Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e nós devemos dar a vida pelos irmãos.”
1° João 3:16

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